Atos – o espaço é sociedade.
Dentre tantas confusões da sociedade paulista, a separação entre o espaço público e o privado se encontra no topo da lista. Desde os primórdios da nossa formação não houve uma boa diretriz para tais meios, pela escassez de recursos e até de pessoas, as moradias e as ruas se misturavam, como proteção ou mesmo pela falta de necessidade de se fechar.
Hoje como uma sociedade formada, não conseguimos ainda trabalhar com tais funções, temos uma cordialidade que quebra as relações publicas de alguns modos, como as hierarquias profissionais e até perante desconhecidos. Com o espaço público, praças, bares e banheiros, por exemplo, não damos o devido valor e por quê? Sentimos o espaço tão egoistamente nosso que não temos um cuidado para o grupo, ou por que não conseguimos ter uma relação real ao local, por sempre acharmos que alguém manda lá?
Atitudes do passado, hoje pesam na falta da identificação do papel de cada ambiente em nossas vidas.
Não se sabe onde se encontra exatamente a divisão dos direitos individuais e de grupo perante suas ações com o entorno e nas rodas sociais. Mas como melhorar, ou educar nosso olhar e atitude perante uma estrutura social e um espaço que há tempos administramos nessa indiferença discreta?
Ruim, não digo; gosto e admiro a atitude das pessoas muitas vezes, porém estas disfarçam as malicias e a malandragem, também uma tradição de tempos entre nosso povo.
O imponente tamanho de nossa cidade também abre espaço para que ocorram tais afastamentos entre as pessoas e o espaço, isso, devido a tantas opções de uso e lazer e a divergência de classes e gostos que em uma cidade como São Paulo não é citiável.
Nossas atitudes que se iniciam com medo, insegurança e egoísmo, escondem um plano social básico, que se todos tivessem mais consciência e compreensão do que é usar o espaço público, suas necessidades e seu significado, os primeiros sentimentos em relação a nossa cidade já seriam outros.
Vejo a introdução do estudo do espaço urbano e social em escolas como um rpimeiro passo para essa mudança; para se amar deve-se conhecer; para ser um cidadão deve-se inevitavelmente amar sua cidade, seu país.

É um assunto muito interessante, e crucial para uma reflexão por parte dos navegantes, mas achei seu desenvolvimento confuso Thaís, embora não mais que outros textos do blog. Acredito ser a dinâmica do texto o que mais me fez achá-lo confuso.
não sei se entendi bem o texto, mas acredito que a mentalidade de muitos seja algo do tipo “o que é público não é de ninguém” então as pessoas usam indiscriminadamente depredando e poluindo o espaço e bem público.