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	<title>Navegantes de Iapetus</title>
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	<description>Blog de Estudos diversos</description>
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		<title>Navegantes de Iapetus</title>
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		<title>A história ambiental em consonância com a ecologia cultural</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Wingert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rafael Wingert]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros navegantes, faço abaixo uma análise sobre duas áreas que permeiam os debates socioambientais:  a história ambiental e a ecologia cultural. Espero que capture ao menos a essência de cada conceito, cruzando-os de maneira epistemológica.
            Os processos clássicos de análise da história da humanidade nos mostram que as interações do homem com o ambiente natural [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=616&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Caros navegantes, faço abaixo uma análise sobre duas áreas que permeiam os debates socioambientais:  a história ambiental e a ecologia cultural. Espero que capture ao menos a essência de cada conceito, cruzando-os de maneira epistemológica.</p>
<p>            Os processos clássicos de análise da história da humanidade nos mostram que as interações do homem com o ambiente natural sempre foi desprovida de causalidades, ou seja, levando ao pressuposto de que as atividades humanas não tiveram impactos no ambiente e que o ambiente não exerceu pressão sob as atividades humanas. A história ambiental surgiu rejeitando estas idéias, na medida em que os movimentos ambientalistas e os debates acerca das mudanças globais ganhavam corpo. Com isso, a história ambiental é parte do esforço de se criar um olhar de que a experiência humana se desenvolveu diretamente atrelada às restrições naturais; em outras palavras, ela objetiva aprofundar o nosso conhecimento de como os seres humanos foram afetados pelo seu ambiente natural – e como o homem afetou esse mesmo ambiente através do tempo.</p>
<p>            Embora um leitor mais desavisado entenda que as premissas da história ambiental corroborem o pressuposto do determinismo ambiental<a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftn1">[1]</a>, na verdade são as interações existentes entre as atividades humanas no ambiente (e seus impactos) e as forças de pressão seletivas do ambiente atuando sobre o homem (gerando eventuais mudanças comportamentais para com o meio natural), que direcionam o âmbito da pesquisa em história ambiental. Para deixarmos clara a diferença entre o determinismo e a história ambiental, ilustraremos citando Ratzel e Huntington, geógrafos do século XIX. Ratzel acreditava que os povos migratórios em geral se adaptavam rapidamente às condições naturais de existência, ou seja, enfatizava que o hábitat influenciava no comportamento das sociedades e, portanto, culminava na diversidade cultural. Para ele, as condições topográficas e latitudinais impactavam, sem precedentes, no comportamento do homem. Na mesma linha determinista, Huntington postulou que havia a existência de um clima ideal para a máxima eficiência humana, já que para ele o clima determinava o comportamento do homem para com a natureza.</p>
<p>            Após esclarecermos sobre o que versava o determinismo ambiental, criamos condições de analisar a história ambiental sem cairmos na armadilha de confundir ambos os conceitos, já que em síntese, podemos afirmar que a história ambiental trata do papel e do lugar da natureza na vida humana. Para explicarmos como é possível verificar esta interação, a história ambiental aborda três níveis de análise:</p>
<ol>
<li>Entendimento da natureza propriamente dita; como esta se organizou no passado e como funcionou no convívio com as sociedades humanas;</li>
<li>Abordagem do domínio socioeconômico na interação com o ambiente, sob o aspecto das ferramentas usadas pelo homem como instrumento de intervenção na paisagem e as formas de trabalho e organização social (agricultura como exemplo fundamental nesse contexto);</li>
<li>A análise dos valores éticos e culturais das relações humanas com a natureza; neste aspecto, o <em>núcleo cultural </em>de Steward<a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftn2">[2]</a> permite que se relacionem os aspectos da Ecologia Cultural<a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftn3">[3]</a> como subsídio para as pesquisas no âmbito da história ambiental.</li>
</ol>
<p>Como forma de enunciar de maneira ilustrativa as abordagens da história ambiental, os modos de produção enquanto fenômenos ecológicos são usados para entender esta relações diretas homem-natureza. É necessária esta análise visto que a produção de alimentos representa a conexão mais vital com os ecossistemas ao longo da história do homem. A visão ecossistêmica da natureza expressa a idéia de que plantas e animais trabalham em conjunto para criar meios de sobrevivência adjacentes; todavia, sem o funcionamento contínuo da economia da natureza nenhum grupo de pessoas poderia sobreviver o suficiente para possibilitar a formação da história como um todo em seu contexto do qual conhecemos.</p>
<p>O funcionalismo da ecologia cultural de Steward, o qual avalia se os ajustes da sociedade ocorrem de modo particular ou se permitem certa amplitude nos padrões comportamentais, tem sua estrutura alicerçada na análise da distribuição de alimentos como principais fatores limitantes que induzem as adaptações culturais no ambiente. Esta percepção, ainda que reducionista no ponto de vista da diversidade cultural humana permitiu que na abordagem da história ambiental surgisse o conceito de Agroecossistema como instrumento de análise das relações diretas do homem com a natureza. O ecossistema domesticado para fins agrícolas, desde o período neolítico, rearranjado conforme a necessidade humana traz duas faces epistemológicas: a primeira de degradação, considerando não usar estratégias de manejo para a manutenção do equilíbrio ambiental; e de cunho conservacionista, levando-se em conta o uso do solo e dos recursos necessários para a produção de alimentos de maneira estratégica, preservando a diversidade e complexidade ambiental.  A segunda face expõe uma forma de produção de subsistência, para o consumo e com pouco excedente para comercializar, gerando assim estabilidade social (as populações tradicionais pressupõem um sistema de uso sustentável dos recursos, já que não visa a produção em grande escala, o que permite o equilíbrio dos processos naturais); já a primeira face, traz à luz a reorganização da natureza aliada ao modo de produção capitalista, reestruturando as relações humanas sob a ótica de mercado de forma a criar uma nova relação do homem com a terra, a relação de “terras mercantilizadas” (culminado na degradação ambiental e na perda da resiliência do ambiente devido aos processos devastadores). Uma abordagem ecológica da história desses processos, portanto, ajuda a explicar porque a agricultura capitalista tem tido seus efeitos sociais peculiares tanto quanto seus problemas gerenciais.</p>
<p>            Neste contexto, a história ambiental objetiva trazer de volta à nossa consciência este significado de convívio dinâmico com a natureza e, com o auxílio da ciência moderna, descobrir algumas verdades recentes sobre nós mesmos e nosso passado. O uso responsável dos recursos implicará em uma mudança do paradigma econômico agrícola, criando uma relação harmoniosa entre os sistemas agroecológicos em escalas que respeitem os modelos das paisagens mosaico-funcionais<a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftn4">[4]</a> juntamente ao ambiente natural.</p>
<hr size="1" /><a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> Influência de um único fator sobre todo o sistema</p>
<p><a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a>  O núcleo cultural inclui aspectos sociais, políticos e religiosos, mas somente os que empiricamente se demonstre estar mais diretamente relacionados às bases de sustentação material das sociedades humanas.</p>
<p><a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref3">[3]</a> Relação entre certas características do meio e traços de cultura da sociedade humana que vive naquele meio.</p>
<p><a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref4">[4]</a> Imitação da ordem natural para garantir o equilíbrio dos ecossistemas.</p>
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	</item>
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		<title>ESTABILIDADE &#8211; Uma reflexão sobre o viver</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/11/20/estabilidade-uma-reflexao-sobre-o-viver/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>monicalais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mônica Lais]]></category>

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		<description><![CDATA[--- Dr. Alessandro Loiola é médico, palestrante e escritor, autor de PARA ALÉM DA JUVENTUDE – GUIA PARA UMA MATURIDADE SAUDÁVEL (Ed. Leitura, 496 pág.) e VIDA E SAÚDE DA CRIANÇA (Ed. Natureza, 430 pág.). Atualmente reside e clinica em Belo Horizonte, Minas Gerais.
e-mail:alessandroloiola@yahoo.com.br &#62;
Blog: http://dralessandroloiola.blogspot.com/
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_611" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/11/imagem-065.jpg"><img class="size-medium wp-image-611" title="Imagem 065" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/11/imagem-065.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Cume do Pico dos Marins</p></div>
<p>EM BUSCA DA ESTABILIDADE</p>
<p>© Dr. Alessandro Loiola</p>
<p>Vem se tornando mais comum a cada dia no consultório: pessoas infelizes e angustiadas porque não conseguem atingir a estabilidade. Querem casar, querem descasar. Querem um emprego, não querem mais o emprego. Querem tudo, não querem coisa alguma. Enveredam em uma cruzada de matéria e anti-matéria e terminam se perdendo em um mundo de ansiedade cega e, porque não dizer, completamente burra. Desabam em um penhasco de desânimo porque queriam finalmente chegar em um porto de estabilidade, um mar sereno de coisas tranquilas, mas este destino é como o fim do arco-íris: quanto mais você persegue, mais ele se distancia. &#8211; Por que nada parece dar certo, doutor? – e chora. Fico pensando. Ofereço um lenço ou um daqueles chapéus bicudos dos filmes americanos escrito “donkey”? Tsc tsc. Nada dá certo? Um brinde a todas as outras oportunidades que podem dar certo! A estabilidade nunca chega? Um brinde enorme ao fato de que tudo muda! Até porque, se você é daqueles que acha que só será feliz quando atingir a estabilidade, deixe-me lhe dizer algumas coisas: A cada 3 meses, 10% do seu esqueleto se renova. Isso significa que, daqui a uns 3 anos, esses ossos que você tem aí não estarão mais aí. Serão outros ossos. Esses que sustentam seu corpo enquanto você lê este texto, bom, esses ossos serão um esqueleto do passado, urinado pelo seus rins e excretado em outros sais minerais nas suas fezes. Uma instabilidade contínua que se transforma em estabilidade cálcica e voilá!, você está andando. Andando e carregando uma pele que se renova a cada 30 dias, nutrida pelo sangue instável, que é trocado a cada 120 dias, mais ou menos. Estabilidade? Você está em um planeta que gira sobre seu próprio eixo mais rápido que a velocidade do som (1.669 km/h versus 1.200 km/h), enquanto brinca de pique correndo em torno do sol a inacreditáveis 100.000 km/h! A matéria que constitui os planetas e estrelas responde por menos de 5% de toda a matéria no universo. Esta mesma matéria foi configurada para formar você, um aglomerado de moléculas baseadas em carbono que irá durar (estatisticamente) menos de 1 século. Dentro deste século, você experimentará a tristeza, a fome, o ódio, a inveja e a arrogância, mas também tocará e será tocado pela alegria, pela satisfação, pelo amor, pelo conhecimento e pela generosidade. O animal que nós somos, não durará muito. Dentro de 150 anos, quem ainda recordava de nossa passagem por aqui também terá desaparecido, e a imensa maioria voltará para o limbo de esquecimento onde sempre esteve. Onde está a estabilidade? Você não gosta de seu emprego desgastante mas prefere continuar nele porque lhe dá estabilidade? Ótimo. Assim você vai poder contar com uma renda fixa quando precisar cuidar daqueles problemas de saúde causados pelo desgaste no serviço estável. O mesmo vale para alguns casamentos. Afinal de contas, quem disse que você tem que ser apenas uma única coisa a vida inteira? Se um dia não puder exercer sua profissão ou tiver que colocar uma pedra sobre aquele relacionamento, encare como um conselho de que seu papel neste filme acabou e é hora de viver um novo papel em uma nova película, quiçá mais divertida, engrandecedora e construtiva. Acima de tudo, jamais venda sua consciência e motivação em troca de estabilidade. Não permita que a busca pela felicidade ideal deixe seus olhos cegos para toda a beleza que existe à sua volta. Viva apenas com o mínimo (saudável) de medo, aproveite cada fração de cada segundo respeitando alguns princípios da Lei, encante-se!, e seja tudo que você puder ser considerando as limitações de sua carne &#8211; não adianta querer virar profissional da NBA tendo 1.60m de altura, mas existem bilhões e bilhões de coisas que você pode fazer neste mundo. Faça-as ontem! Faça-as todas.</p>
Posted in Mônica Lais  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/610/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=610&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Blog de divulgação científica com ênfase em ecologia</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/11/08/blog-de-divulgacao-cientifica-com-enfase-em-ecologia/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Wingert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rafael Wingert]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixo aqui aos navegantes uma dica de blog onde se encontra uma seção para downloads de obras acadêmicas, artigos científicos, literatura clássica e até alguns HQs deveras interessantes.
http://bafanaciencia.blog.br/
No HD virtual do bafana ciência os arquivos estão em formatos acessíveis (pdf e doc), todos totalmente baixáveis gratuitamente. Ainda existe um tópico com links para bibliotecas virtuais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=605&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Deixo aqui aos navegantes uma dica de blog onde se encontra uma seção para downloads de obras acadêmicas, artigos científicos, literatura clássica e até alguns HQs deveras interessantes.</p>
<p><a href="http://bafanaciencia.blog.br/">http://bafanaciencia.blog.br/</a></p>
<p>No HD virtual do bafana ciência os arquivos estão em formatos acessíveis (pdf e doc), todos totalmente baixáveis gratuitamente. Ainda existe um tópico com links para bibliotecas virtuais onde também pode-se fazer download das obras gratuitamente (gigapedia, scribd etc.) neste link  <a href="http://bafanaciencia.blog.br/bafana-divulga/divulgacao-cientifica/livros-disponiveis-para-download">http://bafanaciencia.blog.br/bafana-divulga/divulgacao-cientifica/livros-disponiveis-para-download</a>.</p>
<p>Obviamente que muitos livros essenciais e sensacionais estão em inglês, mas creio que os navegantes os baixem de maneira a estimular o aprendizado deste necessário idioma.</p>
<p>Boa leitura</p>
Posted in Rafael Wingert  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/605/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=605&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Da Série: Manuais para Navegação em Iapetus</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/11/06/da-serie-manuais-para-navegacao-em-iapetus/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 16:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaudereto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guilherme Gaudereto]]></category>

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		<description><![CDATA[Começo hoje uma série que só poderá ser realizada com a participação de todos. Nela os navegantes indicarão livros obrigatórios para aqueles com o espírito e desejo de conseguir navegar por qualquer oceano. Esta série tentará trazer apenas os livros mais criteriosamente filtrados pelos navegantes, com obras que são ao mesmo tempo acessíveis ao público leigo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=599&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Começo hoje uma série que só poderá ser realizada com a participação de todos. Nela os navegantes indicarão livros obrigatórios para aqueles com o espírito e desejo de conseguir navegar por qualquer oceano. Esta série tentará trazer apenas os livros mais criteriosamente filtrados pelos navegantes, com obras que são ao mesmo tempo acessíveis ao público leigo e de sagacidade incrível,  conseguindo se aprofundar no necessário de cada área.</p>
<p>Coloco  hoje duas sugestões, embora uma já tenha sido comentada por aqui.</p>
<p><em>Colapso: como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso</em></p>
<p>No livro o autor Jared Diamond, com impressionante análises interdisciplinares, estuda os fatores e as respostas sociais que levam ou não uma sociedade colapsar, para um navegante muito atarefado talvez não seja necessário a leitura de todos os capítulos, para mais informações sobre a obra vejam o que já foi publicado sobre ela nesses 3 posts (<a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/01/25/sobre-o-livro-colapso/">1</a> , <a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/01/27/sobre-o-colapso-maia-e-a-sociedade-moderna/">2</a>, <a href="http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/03/01/sobre-as-terras-altas-da-nova-guine/">3</a>).</p>
<p><em><img class="alignleft size-medium wp-image-601" title="34978_985" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/11/34978_985.jpg?w=181&#038;h=248" alt="34978_985" width="181" height="248" />A ferro e fogo: A História e a devastação da Mata Atlântica brasileira</em></p>
<p>Livro de Warren Dean, um dos grandes nomes no ramo da &#8220;História Ambiental&#8221;, que por sua vez é a disciplina que estuda o histórico de ocupação e utilização do meio ambiente pelo homem.</p>
<p>Na obra o autor nos reconta boa parte da História brasileira colocando a variável ambiental na mesma, o que, de forma absurda, não é feito nas escolas! O livro da ênfase no processo de ocupação do território, utilização dos recursos naturais, desenvolvimento da cultura nacional e a relação com a mata.</p>
<p>Como o livro foi escrito em 1990, e seu brilhante autor já faleceu, a obra se encontra desatualizada em certas áreas, mas tal desatualização se torna irrelevante perante o tamanho de sua abrangência.</p>
<p>Além de fazer com que o leitor entenda porque as coisas no Brasil hoje são como são, o livro é importantíssimo ao navegante que busca desenvolver a questão de identidade nacional, seja por razões filosóficas ou por questões práticas de aprender a se adequar ao território em que se encontra.</p>
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		<title>Elitização do Metrô</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/27/elitizacao-do-metro/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 03:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaudereto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guilherme Gaudereto]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de qualquer coisa, chamo a atenção ao fato que argumentação a seguir é apenas uma hipótese, jamais vi algum documento ou plano de metrô que corroborasse com ela, ne verdade, nunca vi ninguém falar sobre isso.
O Metrô na cidade de São Paulo sofre de um forte aumento no número de usuários, exatamente como todo o tipo de transporte nessa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=585&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">Antes de qualquer coisa, chamo a atenção ao fato que argumentação a seguir é apenas uma hipótese, jamais vi algum documento ou plano de metrô que corroborasse com ela, ne verdade, nunca vi ninguém falar sobre isso.</p>
<p style="text-align:left;">O Metrô na cidade de São Paulo sofre de um forte aumento no número de usuários, exatamente como todo o tipo de transporte nessa cidade, que hora ou outra vai colapsar, isso é, se ainda não podemos classificar a situação como já colapsada, vide tamanho o caos que se instá-la em dias de chuva.</p>
<p style="text-align:left;">A demanda do metrô sofreu um impacto impressionante com a chegada do bilhete único, e a partir desse momento, vários problemas de logística surgem, e situações inéditas passam a ser enfrentadas por seus funcionários, que se dobram em dois para que o transporte não pare.</p>
<p style="text-align:left;">Verdade seja dita, mesmo com todos os problemas, nosso metrô ainda é referência para muitas cidades do mundo, e é, de longe, o transporte público mais eficiente do país. Mas as pressões que recebem são grandes,mas  já é difícil organizar as que se tem, e a cidade cobra sua expansão o tempo todo.</p>
<p style="text-align:left;">Temos então uma situação muito complicada, pois diferentemente de outros transportes não há muito que se fazer no metrô, o possível aumento no número de trens é limitado, o aumento na velocidade dos mesmos também, e os passageiros só aumentam e aumentam.</p>
<p style="text-align:left;">Parece-me que a resposta encontrada foi a de elitizar esse transporte, mas a partir do que eu argumento isso? Bom, parto de algumas observações empíricas para tal. A principal é o aumento do preço das passagens. Não faz muitos anos que o preço do metrô era ilusório, R$1,00, 1,50, só que hoje estamos a R$2,55, e no final do ano estaremos a R$2,80, e no ano seguinte o aumento será ainda pior com a inauguração das novas estações. Acredito que a intenção do metrô seja, de forma gradual, elitizar o transporte para que uma faixa menor da população possa usufruí-lo em seu dia-a-dia.</p>
<p style="text-align:left;">Outro possível e provável argumento que será utilizado para o aumento dos preços será a modernização dos trens, agora com ar-condicionado, piso sofisticado, localização interativa, assentos especiais para obesos, portas maiores e sei lá mais o que. Além do já comum gasto irracional com luxos nas estações, como os pisos de granito (pra que&#8230;?).<img class="size-medium wp-image-594 alignleft" title="metro2" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/10/metro2.jpg?w=300&#038;h=206" alt="metro2" width="300" height="206" /></p>
<p style="text-align:left;">Claro que jamais deixaremos de encontrar todas as classes sociais nos vagões, mas a proporção de pessoas de renda baixa que usará o transporte todos os dias só tende a diminuir, sendo empurradas aos ônibus e trens, que com suas promoções de integração gratuita, e aumento de preço menor que o do metrô, tende a atrair um contingente cada vez maior.</p>
<p style="text-align:left;">Outro fator que parece vir a corroborar com minha hipótese é a localização das estações, principalmente das novas, observem que a grande maioria se dá em bairros nobres ou de classe média. E as novas linhas então, precisa dizer mais? Certamente elas não foram escolhidas por ter um fluxo potencial maior de usuários. Para os que não são da cidade explico que como em quase toda metrópole a maior parte da população aqui se encontra nas regiões periféricas, e o metrô expande-se principalmente para a região oeste da capital, aos bairros mais nobres.</p>
<p style="text-align:left;">Algumas estações já existentes, principalmente na linha vermelha, podem parecer contraditórias a uma idéia de elitizar o metrô, pois elas se encontram em regiões de baixa renda, mas num exercício de futurismo não podemos esquecer que a presença do metrô tende a valorizar e transformar a região, sendo sua presença e expansão um dos principais mecanismos de ordenação no território da cidade.</p>
<p style="text-align:left;">Concluo o texto com um ultimo argumento, o mais banal também, defendo que o metrô pretende se elitizar, pois essa é uma das poucas e mais plausíveis respostas que este pode oferecer aos seus problemas atuais, que só tendem a piorar por sinal.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-590 aligncenter" title="METRÔ/PROBLEMAS/SP" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/10/metro12.jpg?w=497&#038;h=331" alt="METRÔ/PROBLEMAS/SP" width="497" height="331" /></p>
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		<title>Através da lente</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 18:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thitareyes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboradores]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada se compara a ver o mundo por uma câmera. O maquinário que termina em lente proporciona uma nova janela direta aos olhos, permitindo que de uma vez mudemos as perspectivas das cenas cotidianas ou ainda nos permitimos captar os detalhes de um movimento e sim somente por colocarmos uma câmera em nosso rosto um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=583&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nada se compara a ver o mundo por uma câmera. O maquinário que termina em lente proporciona uma nova janela direta aos olhos, permitindo que de uma vez mudemos as perspectivas das cenas cotidianas ou ainda nos permitimos captar os detalhes de um movimento e sim somente por colocarmos uma câmera em nosso rosto um novo mundo surge.<br />
O estudo da fotografia é uma terapia de concentração, controle físico, raciocínio rápido e paciência; concordo com a importância de uma sensibilidade que até podemos considerar singular, mas a relação com a câmera, para alguns de amor, não basta beijos e carinhos, precisa-se passar um tempo ao seu lado.<br />
Cartier-Bresson foi um fotógrafo que a partir da emoção de ver uma primeira fotografia batalhou que de sua relação com a câmera conseguisse captar um segundo a intensidade da vida de cada pessoa que cruzava seu passo. Suas fotografias revelam a emoção da cultura cotidiana, que de primeiro momento damos a ela o sinônimo de tédio, mas Bresson de o nome de arte.<br />
A fotografia por focar sua vista permite uma concentração maior, pode-se dizer que a pintura também é um trabalho que exerce nossa percepção, porém com um pincel ainda mantemos nossa visão periférica e dependemos, na maioria dos casos de que o objeto se congele, e já não mais natural se torna, cria mesmo que inconscientemente uma aparência plástica.<br />
Proponho com isso que peguem suas câmeras com filmes, agora já antigas e saiam sem pressa de bater fotos, somente para olhar através da lente e navegar entre aquela imagem que você pensa sempre ter visto aquele detalhe que você já considera banal, a cor dos postes que já se sabe de cor.<br />
As fotos não guardam somente lembranças, guardam culturas, superações, estudos, sonhos e realizações; não pense que ela lhe mostrara a verdade, nunca foi sua proposta, mas te forçara a quebrar a visão dura e esgotada de todos os dias.<br />
<img class="alignnone size-medium wp-image-581" title="DSC03400" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/10/dsc03400.jpg?w=300&#038;h=225" alt="DSC03400" width="300" height="225" /></p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-582" title="DSC03941" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/10/dsc03941.jpg?w=300&#038;h=225" alt="DSC03941" width="300" height="225" /></p>
Posted in Colaboradores  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/583/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=583&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">DSC03941</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Os 10 maiores problemas da humanidade em 2050</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 03:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaudereto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guilherme Gaudereto]]></category>

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		<description><![CDATA[Alan MacDiarmid foi um grande químico neozelandês, ganhador do Nobel da área 2000 e falecido em 2007, considerado um gênio, mas um big gênio, por muitos (independentemente de ter ganho ou não o Nobel). E em 2005, numa palestra em São Carlos, SP, para a Embrapa, o químico apresentou o que considera que serão os 10 maiores problemas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=568&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Alan MacDiarmid foi um grande químico neozelandês, ganhador do Nobel da área 2000 e falecido em 2007, considerado um gênio, mas um big gênio, por muitos (independentemente de ter ganho ou não o Nobel). E em 2005, numa palestra em São Carlos, SP, para a Embrapa, o químico apresentou o que considera que serão os 10 maiores problemas da humanidade em 2050. E os dados são esses:</p>
<address>Ano 2003: 6,3 bilhões de pessoas                                        </address>
<address>Ano 2050: 10 bilhões de pessoas</address>
<ul style="text-align:justify;">
<li style="text-align:left;">Alimentos (fome)</li>
<li>Energia</li>
<li>Água</li>
<li>Meio Ambiente</li>
<li>Pobreza</li>
<li>População</li>
<li>Doenças</li>
<li>Democracia</li>
<li>Educação</li>
<li>Terrorismos e Guerras</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Bem&#8230;se o doutor realmente era um gênio eu não sei, mas sei que nessa listagem dos 10 principais problemas de 2050 ele nada mais fez do que colocar os 10 problemas principais de hoje e ontem.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora eu os tenha listado quero destacar que eles não estão em ordem, o químico não definiu qual seria o principal problema, mas considero uma ótima listagem e saliento o papel da agricultura (e futuramente da ciência) nas questões fundamentais do planeta.</p>
<p style="text-align:justify;">Dos 10 problemas, considero que 6 apresentam ligação com a agricultura (os 6 primeiros da minha lista). Uns mais outros menos claro, mas 6 ligações, duvido muito que qualquer outra área, cíentifica principalmente, tenha tantas ligações (desconsidero a área ambiental, afinal essa engloba qualquer coisa).</p>
<p style="text-align:justify;">Muito se fala que o problema da fome não é produtivo, mas sim de distribuição. Verdade, mas meia-verdade. Essa teoria se encaixa perfeitamente quando olhamos para o Brasil, mas certas regiões do globo apresentam dificuldades bem maiores de produção associados a falta de território e/ou baixo rendimento (vide caso extremo de Ruanda) ou que conseguem plantar poucas, ou nenhuma espécie vegetal. Pois bem, resolveríamos esses problemas com um melhor sistema de trocas de mercadorias no nível internacional, num sistema cada vez mais integrado e especializado, o que nos faz lembrar que não vivemos isolados. O Brasil deverá ser no futuro, ainda mais do que hoje, de extrema relevância na alimentação mundial. Então agora vejam o seguinte gráfico sobre o <span style="text-decoration:underline;">aumento da demanda mundial por alimentos (%) para 2020:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-569" title="Imagem1" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/10/imagem1.png?w=497&#038;h=309" alt="Imagem1" width="497" height="309" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Fonte: Rosegrant, Sombilla, Gerpacio y Ringler (1997)</em></p>
<p style="text-align:justify;">Assustador não?</p>
<p style="text-align:justify;">Podemos falar e discutir muito em cima desses dados, e espero que façamos isso, mas terminarei minha postagem aqui para destacar uma questão que infelizmente não é clara para um número considerálvel de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O desenvolvimento agrícoloa não é um problema, é solução!</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Claro que impacta, que forma oligarquias, etc e etc, mas a busca pelo desenvolvimento agrícola deve ter em vista o aumento da produtividade e mitigar ou quebrar suas consequências inerentes.</p>
Posted in Guilherme Gaudereto  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/568/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=568&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Imagem1</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Arquitetura está em suas mãos.</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/18/arquitetura-esta-em-suas-maos/</link>
		<comments>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/18/arquitetura-esta-em-suas-maos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 01:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thitareyes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboradores]]></category>
		<category><![CDATA[http://oasissaopaulo.ning.com/]]></category>

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		<description><![CDATA[ola navegantes.
meu nome é Thais e fui convidada pelo guilherme, um grande amigo, a participar do blog. faço arquitetura e espero que possa complementar com este conhecimento que estou adquirindo e outros, nesse espaço cultivado por vocês.
Não tiro a importância da formação e estudo acadêmico da arquitetura, afinal o espaço construído tem o poder de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=564&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>ola navegantes.<br />
meu nome é Thais e fui convidada pelo guilherme, um grande amigo, a participar do blog. faço arquitetura e espero que possa complementar com este conhecimento que estou adquirindo e outros, nesse espaço cultivado por vocês.</p>
<p>Não tiro a importância da formação e estudo acadêmico da arquitetura, afinal o espaço construído tem o poder de integrar e desintegrar as pessoas. Mas cada individuo é também dono desse espaço e deve entender a importância do seu direito na intervenção do local.<br />
Um arquiteto ou engenheiro tem o conhecimento das formulas de criação, o que não deve se manter em segredo. É seu trabalhado divulgá-lo para a sociedade e permitir que ela também coloque a mão na massa.<br />
A capacidade de construir é o dom do ser humano e que sempre pode ser estimulado; a criatividade de superação de problemas nas moradias e espaços públicos em geral vem, não somente da brilhante mente de um estudioso, mas das pessoas que vivem o meio diariamente.<br />
O maior dom de cada profissional é conseguir ouvir as necessidades do meio e assim permitir que este se construa, se reforme.<br />
Não há como ficar esperando a ação dos outros, é imprescindível que cada mão, cada braço e cada mente faça um pouco por suas ruas.<br />
E sim, há pessoas que querem, algumas, como eu, precisam de um estímulos de vez em quando para compreender a grandeza de largar o intelecto e pensar com as mãos.<br />
Além disso, a capacidade do uso de novos materiais, materiais que de início não foram fabricados para funções construtivas é cada vez mais necessário.<br />
Por fim, a grandeza de ver surgir entre suas mãos uma atitude, uma melhora do espaço é inigualável, ajudar seu meio favorece cada um de inúmeras maneiras, te faz crescer.</p>
<p><a href="http://oasissaopaulo.ning.com/">http://oasissaopaulo.ning.com/</a></p>
<p>este é o site do grupo que participei em um multirao hj. gostei muito e recomendo a quem quiser, pois mais que levar serviço ele leva força de vontade e como ela pode se tornar realidade.</p>
Posted in Colaboradores  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/564/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=564&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>A crise da percepção</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/08/a-crise-da-percepcao/</link>
		<comments>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/08/a-crise-da-percepcao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 17:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaudereto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guilherme Gaudereto]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme &#8220;Ponto de Mutação&#8221;, comentado no blog algumas semanas atrás pelo navegante Caio, trata, principalmente, da chamada &#8220;crise da percepção&#8221;. De como não há  poucos setores responsáveis nem formulas mágicas para os problemas ambientais, e nesse texto uso &#8220;ambiente&#8221; no seu sentido mais amplo, que envolve também o aspecto social (provavelmente aspecto mais importante por sinal), [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=555&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O filme &#8220;Ponto de Mutação&#8221;, comentado no blog algumas semanas atrás pelo navegante Caio, trata, principalmente, da chamada &#8220;crise da percepção&#8221;. De como não há  poucos setores responsáveis nem formulas mágicas para os problemas ambientais, e nesse texto uso &#8220;ambiente&#8221; no seu sentido mais amplo, que envolve também o aspecto social (provavelmente aspecto mais importante por sinal), o filme argumenta então que os problemas são frutos de uma crise da perçepção, decorrente, principalmente de prioridades erradas.</p>
<p>Uma hipótese brilhante, defendida por muitos autores sociais importantes nos dias de hoje, mas da qual discordo.</p>
<p>Para afirmar que estamos numa crise da percepção não seria necessário que já houvesse existido uma fase de &#8220;correta percepção&#8221; no passado? A história é em boa parte um estudo de atrocidades e colapsos da humanidade. Não quero que me considerem pessimista, pois estou apenas tentando ser realista, o fato é que nunca houve uma percepção da realidade social e ambiental que não fossem em pequenos núcleos sociais ou segmentos muito (mas muito) restritos no passado e no presente, ou seja, o que estão chamando de &#8220;crise da percepção&#8221; nada mais é que a própria percepção que sempre tivemos, esta sempre evoluiu, acompanhando o complexo conceito de cultura, mas não houve nenhuma mudança abrupta de sua realidade para classificarmos o estado atual como de crise.</p>
<p>Muito bem, mas se não nego a conjuntura cheia de incertezas, de aflições e de perigos que vivemos e que meu argumento nada mais é que epistemológico, qual sua validade prática? Bom&#8230;para falar a verdade eu não sei ao certo, mas posso salientar algumas.</p>
<p>Achar que estamos numa crise da percepção gera dois pressupostos errados: o que já existiu uma resposta e o de que a percepção deverá ser a mesma para todos.</p>
<p>Dizer que há uma resposta aos problemas atuais remete ao fato de que se estamos em crise em algum momento não estivemos, que significa que se recuperarmos o que se perdeu acharemos a resposta ao problema da percepção, mas nada foi perdido, continuamos os mesmos, precisamos CRIAR uma resposta, e não recuperá-la.</p>
<p>O pressuposto de que a percepção deverá ser a mesma para todos parece totalmente plausível com a visão ético-democrática dos dias atuais, mas a verdade é que embora estejamos todos no mesmo planeta, um planeta integrado em suas diversas regiões, este apresenta ambientes tão distintos e complexos gerando pressões tão específicas aos que lá estão,  que acreditar que existe um novo modo de se viver que se encaixe a todos eles é pura ilusão. Essa idéia remete ao tal &#8220;mito do desenvolvimento&#8221;, pois o planeta simplesmente não é capaz de suportar que todos os países adotem padrões de vida desenvolvidos, como já dizia Celso Furtado.</p>
<p>Infelizmente, as políticas nacionais parecem ir de pleno acordo com estes enganos gerados pelo mito da crise da percepção, por exemplo, nas negociações internacionais o Brasil, seguindo o discurso desenvolvimentista de que a transferência de tecnologia seria o meio mais eficaz para reduzir as disparidades entre os países insdustrializados e os em desenvolvimento, deixa claro que esse é o principal requisito para adotar medidas pró-ambientais. Ou seja, queremos adotar métodos que já se provaram ineficazes para conter os impactos ao meio ambiente,mesmo sabendo que a disvinculação dos processos produtivos e a inadequação às suas condições ambientais (social e cultural principalmente) são causa e expressão do subdesenvolvimento. Ao exigir a tecnologia dos países do norte não priorizamos o fortalecimento de uma capcidade científica e tecnológica própria, destinada a incrementar o potencial ambiental e o aproveitamento endógeno de seus recursos naturais (Enrique Leff).</p>
<p>E lembrem-se, boa parte das empresas internacionais continuam impactando tanto ou mais que antes, o que mudou foi que agora elas tem mecanismos para mitigar isso, mecanismos estes normalmente realizados em países em desenvolvimento, como em um gigantesco país tropical da América do sul, detentor da maior diversidade biológica do planeta, que por sinal, adotando tecnologias &#8220;exóticas&#8221;, pretende mitigar seus danos aonde?</p>
Posted in Guilherme Gaudereto  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/555/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=555&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A difusão da cultura</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 05:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Wingert</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rafael Wingert]]></category>

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		<description><![CDATA[A diversidade cultural decorre, essencialmente, de dois processos (simples, semanticamente falando, e complexo, complexamente falando): autóctone e difusão. Autóctone se refere às invenções que, &#8220;acidentamente&#8221;, ocorreram simultaneamente ao redor do globo, sem que tenha havido contato prévio entre sociedades criadoras (como agricultura, por exemplo). Difusão, por sua vez, a própria palavra define-se por si só; todavia, para os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=550&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A diversidade cultural decorre, essencialmente, de dois processos (simples, semanticamente falando, e complexo, complexamente falando): autóctone e difusão. Autóctone se refere às invenções que, &#8220;acidentamente&#8221;, ocorreram simultaneamente ao redor do globo, sem que tenha havido contato prévio entre sociedades criadoras (como agricultura, por exemplo). Difusão, por sua vez, a própria palavra define-se por si só; todavia, para os mais desavisados, isto significa que sistemas culturais foram incorporados ou &#8220;copiados&#8221; por quaisquer circunstâncias que não cabe aqui ficar divagando acerca dos motivos de tal fatalidade.</p>
<p>Vou colocar abaixo, para quem se interessa pelo assunto, um trecho extraído do livro <em>Cultura: Um Conceito Antropológico </em>(cujo autor se auto-denomina Roque de Barros Laraia), no qual toda essa contextualização do processo de difusão pode ser bem avaliado, considerando-se a influência cultural do passado no cotidiano do modo de vida americano (modo de vida este que contaminou a sociedade que se diz &#8220;globalizada&#8221; em tempos atuais). <em><strong>Vive la difusion</strong></em>.</p>
<p><span style="font-size:x-small;">&#8220;Numa época em que os norte-americanos viviam um grande desenvolvimento material e os seus sentimentos nacionalistas faziam crer que grande parte desse progresso era resultado de um esforço autóctone, o antropólogo Ralph </span><span style="font-size:x-small;">Linton escreveu um admirável texto sobre o começo do dia do homem americano: </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi desco-berto na China. Todos estes materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos &#8220;mocassins&#8221; que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são una mistura de invenções européias e norte-americanas, mias e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.<span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;"> </span></span><span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:x-small;">Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário têm a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáti-cas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do século XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galo-chas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas. De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast</span></span><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman,Times New Roman;"><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman,Times New Roman;"> </span></span><span style="font-size:x-small;">com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abissínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles</span><span style="font-size:xx-small;font-family:Bookman Old Style,Bookman Old Style;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Bookman Old Style,Bookman Old Style;">, </span></span><span style="font-size:x-small;">os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria-prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple</span><span style="font-size:x-small;">, inventado pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de uma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no Norte da Europa. </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, <span style="font-size:x-small;">que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradece rã a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano&#8221;.</span></span></p>
<p align="justify"> </p>
Posted in Rafael Wingert  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/550/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=550&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre carros elétricos e soluções mágicas.</title>
		<link>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/04/sobre-carros-eletricos-e-solucoes-magicas/</link>
		<comments>http://navegantesdeiapetus.wordpress.com/2009/10/04/sobre-carros-eletricos-e-solucoes-magicas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 02:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danylo Furlani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Danylo Furlani]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem aqui acha carros elétricos legais?
Carro elétrico é tudo de bom não é?
Imaginem as cidades com carros elétricos, sem poluição, quase sem barulho. Limpinho, cheio de luzinhas, tecnocool. Sem impacto no meio ambiente.
Sem impacto no meio ambiente?
Já pensamos nisso? de onde virá a energia que carregará as baterias de íon de Lítio, de onde virá [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=520&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quem aqui acha carros elétricos legais?</p>
<p>Carro elétrico é tudo de bom não é?</p>
<p>Imaginem as cidades com carros elétricos, sem poluição, quase sem barulho. Limpinho, cheio de luzinhas, tecnocool. Sem impacto no meio ambiente.</p>
<p>Sem impacto no meio ambiente?</p>
<p>Já pensamos nisso? de onde virá a energia que carregará as baterias de íon de Lítio, de onde virá o Lítio? de onde virá o plástico do qual esse carro é feito? de onde virá o Alumínio? o Cobre? O Aço?(Todos materiais que são altamente utlizados em motores elétricos e veículos leves)</p>
<p>Então vamos lá:</p>
<p><strong>1. A Energia:</strong></p>
<p>Aqui a palavra chave é eficiência/rendimento. A maior parte (entre 60 e 70%) da produção mundial de energia elétrica é basada em fontes não renováveis de carbono como gás(menos pior), óleo (ruim) e carvão (bem ruim), sendo o carvão a maior fonte individual. Vide gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="border:0 initial initial;" title="Geração de Eletricidade por fonte" src="http://navegantesdeiapetus.files.wordpress.com/2009/09/geracao-de-eletricidade-por-fonte.jpg?w=525&#038;h=368" alt="Geração de Eletricidade por fonte" width="525" height="368" /></p>
<p>A eficiência média das usinas termoelétricas é de 40%. Podem chegar a 25% as perdas durante a transmissão. O rendimento das melhores baterias no geral já não é tão bom, de cada 100w que se gasta para carregá-las apenas 80%-90% são devolvidos na forma de energa útil. Os motores elétricos tem uma eficiência de em média 80% a 90%. Colocando se as perdas umas sobre as outras chega-se a um resultado na casa dos 20%. Sabem qual é a ficiência do famigerado motor à gasolina? 16%-20%. Sabe qual é o motor de combustão com a maior ficiência? O Diesel: 25-30% de eficiência. Em última análise é melhor rodar a diesel.</p>
<p>Sobre Baterias: http://veja.abril.com.br/070508/p_170.shtml</p>
<p>Mais sobre eficiência: http://carros.hsw.uol.com.br/celula-combustivel1.htm</p>
<p><strong>2. O plástico:<br />
</strong></p>
<p>Vem de petróleo. (ponto final) não me venham com esse papo de plásticos biodegradáveis ou polímeros de milho ou de celulose ou qualquer outra dessas coisas que só existem em laboratórios. Vem do petróleo assim como boa parte da borracha. Surpresa! e vocês imaginavam grandes plantações sustentáves de seringueiras&#8230;</p>
<p><strong>3. O Lítio:</strong></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADtio#Abund.C3.A2ncia_e_obten.C3.A7.C3.A3o">http://pt.wikipedia.org/wiki/Lítio#Abund.C3.A2ncia_e_obten.C3.A7.C3.A3o</a></p>
<p>É uma substância rara. Vocês sabem como são essas coisas raras, custam caro e as pessoas removem montanhas para obtê-las. Removem, movimentam, britam, moem, peneram, e finalmente descartam milhares de toneladas de rocha para se obter poucos quilos.</p>
<p><strong>4 O Alumínio:</strong></p>
<p>Vem da bauxita. Para produzir 1Kg de alumínio são precisos 5Kg de bauxita, que é um minério de distribuição lamelar e superficial na crosta. Basicamente falando é o resultado de milhões de anos de lixiviação do granito pelas chuvas, ou seja, ela fica bem embaixo de ótimos solos.</p>
<p>O rultado do refino da bauxita é uma lama vermelha conhecida como &#8220;red mud&#8221;, ou seja: Lama vermelha&#8230; grandes depósitos dessa lama se encontram junto de todas as grandes refinarias de bauxita do mundo em forma de grandes reservatórios. Nada demais, apenas um concentrado de ferro contamindo por NaOH. Ah, à propósito NaOH é a Soda Cáustica pra quem não entende muito de química. Vejam abaixo: <iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=&amp;sll=-1.554117,-48.72694&amp;sspn=0.048477,0.077162&amp;ie=UTF8&amp;t=h&amp;ll=-23.531255,-47.255201&amp;spn=0.027543,0.036478&amp;z=14&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=&amp;sll=-1.554117,-48.72694&amp;sspn=0.048477,0.077162&amp;ie=UTF8&amp;t=h&amp;ll=-23.531255,-47.255201&amp;spn=0.027543,0.036478&amp;z=14&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">View Larger Map</a></small></p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=&amp;sll=-1.554117,-48.72694&amp;sspn=0.048477,0.077162&amp;ie=UTF8&amp;t=h&amp;ll=-1.552659,-48.72694&amp;spn=0.03003,0.036478&amp;z=14&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=&amp;sll=-1.554117,-48.72694&amp;sspn=0.048477,0.077162&amp;ie=UTF8&amp;t=h&amp;ll=-1.552659,-48.72694&amp;spn=0.03003,0.036478&amp;z=14&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">View Larger Map</a></small></p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=Boksitogorsk &amp;sll=-14.179186,-50.449219&amp;sspn=87.076079,158.027344&amp;ie=UTF8&amp;hnear=Россия, Oblast de Leningrado, Бокситогорский район, город Бокситогорск&amp;ll=59.469372,33.860222&amp;spn=0.098326,0.308647&amp;t=h&amp;z=12&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=Boksitogorsk &amp;sll=-14.179186,-50.449219&amp;sspn=87.076079,158.027344&amp;ie=UTF8&amp;hnear=Россия, Oblast de Leningrado, Бокситогорский район, город Бокситогорск&amp;ll=59.469372,33.860222&amp;spn=0.098326,0.308647&amp;t=h&amp;z=12&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">View Larger Map</a></small></p>
<p>(Dêem uma rolada nesse mapa para o noroeste que eu não consegui fazer o link centralizado. É facil achar as manchas vermelhas na tela)</p>
<p>Mais sobre Red Mud: <a href="http://www.redmud.org/Disposal.html">http://www.redmud.org/Disposal.html</a></p>
<p>Além disso são necessários cerca de 20kw. Energia essa que vem através do mesmo sitema explicado acima.</p>
<p><strong>5.  Cobre:</strong></p>
<p>Vem do Chile. Algumas das maiores jazidas do mundo estão lá. O processo de refino e produção dos concentrados utiliza muitos produtos químicos e gera resíduos com altas cargas de químicos nocivos como HSO4. De novo não sabe o que é? Pois devia.</p>
<p><strong>6. E, o Aço:</strong></p>
<p>Essa é fácil, vem de Minas(!), ou da Austrália, direta ou indiretamente, já que o Brasil é o maior exportadors de minério de Ferro do mundo. Um dos melhores minérios de Ferro aliás.</p>
<p>Que tal um carro elétrico agora?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Qual a solução?</p>
<p>A solução é parar de achar que vai haver uma solução mágica e começar a trabalhar para mudar e melhorar TUDO o que está à nossa volta.</p>
<p>No próxmo post eu pretendo falar de água&#8230;</p>
Posted in Danylo Furlani  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/520/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=520&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Geração de Eletricidade por fonte</media:title>
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		<title>Arte e Conhecimento</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gaudereto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guilherme Gaudereto]]></category>

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		<description><![CDATA[O padrão tradicional de escrita pede que para falar sobre ou fazer comparações, eu primeiro explique e defina os objetos que serão utilizados. Mas definir &#8220;arte&#8221; e &#8220;conhecimento&#8221;&#8230;tarefa ingrata. São dois conceitos já muito discutidos, com significados que variam de acordo com o contexto em que se encontram. Mas nesse texto não pretendo me ater ao significado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=522&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O padrão tradicional de escrita pede que para falar sobre ou fazer comparações, eu primeiro explique e defina os objetos que serão utilizados. Mas definir &#8220;arte&#8221; e &#8220;conhecimento&#8221;&#8230;tarefa ingrata. São dois conceitos já muito discutidos, com significados que variam de acordo com o contexto em que se encontram. Mas nesse texto não pretendo me ater ao significado exato que esses dois conceitos podem ter, prefiro que o próprio leitor decida e veja, se ainda assim, minha reflexão continua válida.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Se os navegantes buscam-se aventurar nos mais diversos oceanos, já devem ter reparado que todos eles apresentam traços em comum, e que de certa forma, mesmo alguém que decidiu se entranhar num único oceano, depende de certas bagagens que só podem ser conseguidas em outros mares.</span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Em um pequeno texto brilhante, que muito me inspirou (inclusive à este blog) e que há muito tempo já deveria ter sido compartilhado, Goethe trata sobre essa transdisciplinariedade obrigatória:</span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">&#8220;Quem não está convencido de que todas as manifestações da essência humana, a sensibilidade e a razão, a intuição e o entendimento, devem ser desenvolvidas para se tornarem uma decisiva unidade, independentemente de quais destas qualidades se tornem predominantes em cada um, passará a vida se esgotando nesta redução desagradável e nunca compreenderá, porque tem tantos inimigos tenazes e porque ele mesmo às vezes também vai confrontar outros como inimigo. Assim, um homem nascido e formado para as assim chamadas ciências exatas, quando estiver no ápice de sua razão-entendimento, não compreenderá facilmente que pode haver também uma fantasia sensível exata, sem a qual a arte é impensável.&#8221; </span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Manifestações da essência humana, a sensibilidade e a razão são aspectos presentes tanto nas artes quanto nas ciências, sendo a ciência nesse caso a simples busca pelo conhecimento. A força de cada aspecto pode ser diferente em cada um, mas é presente sempre. Por exemplo, um artista não manifesta nem capta uma obra sem o filtro de sua razão, nem um cientista elabora nada sem manifestar sua essência, ou chega a uma boa conclusão sem se sensibilizar e captar o que seus estudos estão mostrando. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Mas há outro aspecto em comum a todas essas áreas. Há alguns dias a navegante Aimée concluiu sua postagem com a brilhante frase <em>Happiness is only true when shared</em>, e isso não diz apenas sobre a felicidade, o conhecimento e a arte apresentam a mesma propriedade&#8230;ou deveriam&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Claro que a construção é normalmente individual, a interpretação também, e o próprio conhecimento ganha caras científicas nas infelizes sociedades secretas gregas, que não o compartilhavam e até hoje o conhecimento é considerado uma arma. Mas podemos mesmo considerar verdadeiro uma arte isolada ou um conhecimento secreto?</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Esse navegante acha que não, e esse blog, entre outros objetivos, é uma humilde tentativa de se manifestar contra isso. A arte me parece totalmente sem significado não sendo compartilhada, enquanto que o conhecimento secreto leva ao preconceito e, principalmente, ao isolamento.</span></span></p>
Posted in Guilherme Gaudereto  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/navegantesdeiapetus.wordpress.com/522/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=navegantesdeiapetus.wordpress.com&blog=6134808&post=522&subd=navegantesdeiapetus&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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